Da Redação

Cerca de 26% dos LGBts admitem esconder sua sexualidade dentro do trabalho, afirma uma pesquisa feita em Portugal e Espanha. Já 20% afirmam que falam abertamente sobre sua sexualidade no local.  

A pesquisa mostra também que dos entrevistados, 28% que afirmam ser abertos com sua orientação sexual e identidade de gênero no ambiente profissional. Ou seja, 72% dos LGBTs não são totalmente abertos com a orientação sexual e identidade de gênero dentro do trabalho.

O número diminui quando o ambiente é o cotidiano: o número de entrevistados abertamente LGBTs sobe para 34%, enquanto 33% diz ser fora do armário para a maioria das pessoas, 22% com algumas e 11% com ninguém.

A pesquisa é uma iniciativa do “Proyecto Europeo Avanzando” e entrevistou 8.557 pessoas, 16 empresas e oito universidades públicas da Espanha e Portugal. Foi realizada em parceria com a “Dirección General de Igualdad de Trato y Diversidad del Ministerio de la Presidencia”, a “Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género del Gobierno de Portugal” e o “Grupo de Investigación Antropología, Diversidad y Convivencia de la Universidad Complutense de Madrid”.

Entre os motivos apontados para ocultar a orientação sexual ou identidade de gênero, o principal é que “ninguém se importa com o que você faz fora do trabalho” (54%), seguido pelos que querem “evitar estereótipos ou preconceitos” (43%), “evitar explicações” (32%) e que isso “altere a avaliação enquanto profissional” (24%).

Uma porcentagem menor de pessoas não sai do armário no trabalho devido às consequências que podem ser geradas, como perda de futuras oportunidades de emprego ou promoções (21%), medo de rejeição ou isolamento (18%) e perda do emprego (7%).

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