Por Andrei Teixeira

Vamos continuar nosso tour por mais 10 bandeiras que aparecem na comunidade LGBTQQICAPF2K+. Lembrando que a bandeira arco-íris é apenas uma delas.

Para ver a parte 1, clique aqui.

1) ORGULHO DEMISSEXUAL

Demisexual_Pride_flag

Demissexuais não são totalmente assexuais. Eles podem ser sexualmente atraídos por alguém, mas depois que se apaixonam.

A bandeira demissexual usa as mesmas cores usadas na assexual. Portanto, preto representa assexualidade, branco para amigos e parceiros não-assexuais, roxo para comunidade e cinza para assexualidade “cinza”.

2) ORGULHO DE GÊNERO FLUIDO

Bandeira de orgulho de gênero.

As pessoas fluidas de gênero literalmente veem seu gênero como fluido, nada fixo.

Criada em 2012 pelo artista J.J. Poole, as cores da bandeira refletem isso: rosa para a feminilidade, branco para a falta de gênero, roxo para a combinação masculino-feminino, preto para representa todos os gêneros existentes e o azul para a masculinidade.

3) ORGULHO GENDERFLUX

Bandeira do orgulho de GenderFlux.

Superinteressante os insightes dessa parte!

Fluxo de gênero, é diferente de gênero fluido, visto acima.

O fluido de gênero tende a ser uma variação de gêneros, hora masculino, hora feminino, hora ambos, hora nenhum, hora um terceiro. Já o fluxo de gênero é a intensidade daquele gênero que se está vivendo naquele momento. Por exemplo, no gênero masculino, uma intensidade mais agressiva, mais máscula, ou mais harmoniosa, mais sensível.

Não confundir fluxo de gênero com humor, porque uma coisa é como você se identifica e a outra como você está reagindo diante das situações! #diferente #novidade

O rosa escuro significa feminino forte e o rosa mais claro significa homens mais sensíveis. Da mesma forma, o azul mais escuro para o masculino másculo e o azul mais claro para o demiboy. A faixa cinza representa agênero e o amarelo, não-binário.

4) ORGULHO GENDERQUEER

Bandeira de orgulho estranho

No esforço de rejeitar a ideia de gênero, ao invés de assimilá-la, parte da comunidade dispensa a noção de “gênero” por meio da expressão “Genderqueer”.

Criada em 2011 por Marilyn Roxie, a faixa lavanda tem duplo significado, como uma “mistura” de azul “masculino” e rosa “feminino”, algo como a androginia. A ideia é lembrar a estranheza para qualquer definição de gênero. Já o verde-escuro é a cor oposta à lavanda, usada para reforçar as pessoas cujos sexos não correspondem ao binário de homem e mulher. A faixa branca simboliza as pessoas agênero.

5) ORGULHO DO QUESTIONAMENTO DE GÊNERO

Bandeira de orgulho em questão de gênero

Qualquer um que esteja questionando se é realmente cisgênero pode identificar-se como questionador de gênero. E um artista chamado Roswell criou esta bandeira em 2017 para representá-las.

Ele pegou cores de outras bandeiras de gênero, com os espectros rosa e azul representando níveis de feminilidade e masculinidade. Enquanto isso, o cinza no meio simboliza incerteza e busca de respostas. O amarelo como oposto do azul e o verde como oposto do rosa simbolizam um choque contra esse vínculo cor-gênero.

6) ORGULHO GRAYSEXUAL

Bandeira do orgulho de Graysexual

Os assexuais se encontram em algo entre o assexual e sexual. Este é um termo deliberadamente vago, para pessoas que não querem ser definidas muito estritamente.

A bandeira, também conhecida como Bandeira Gray-A, usa cores semelhantes às bandeiras assexuais e demissexuais. Assim como eles, roxo significa comunidade, cinza para assexualidades cinzentas e branco para amigos e parceiros não-assexuais.

7) ORGULHO DE HIJRA

Bandeira do orgulho de Hijra

Os hijras compartilham uma cultura própria, de longa data e bem identificadas entre si e consigo mesmas. São homens e mulheres sem vínculo forte com gênero, trans (parte 3) e intersex. Vivem no sul da Ásia, juntas em pequenos grupos e guiadas por um guru.

As religiões hindu e muçulmana os reconhecem, mas também os ostracizam. No entanto, Índia, Nepal, Paquistão e Bangladesh oferecem passaportes de “terceiro gênero” para as pessoas hijras.

A bandeira combina simbolismo de gênero e espiritual: rosa e azul são quem se identificam com os gêneros trans-binários, o branco é para os trans-não-binários e vermelho uma representação religiosa do deus Rama, com a qual são abençoados.

8) ORGULHO INTERSSEXUAL

Bandeira do orgulho de Intersex

Se suas características físicas não são inteiramente masculinas ou femininas, então você é um intersexo. Essas características podem ser tanto genéticas (cromossômicas), quanto físicas (gônodas e genitálias) ou hormonais.

O criador da bandeira, Morgan Carpenter, apresentou o design 2013. A bandeira é deliberadamente original e não derivada de outras bandeiras de orgulho. Amarelo e roxo são cores neutras em termos de gênero. Enquanto isso, o círculo representa a totalidade ou a plenitude e o potencial das pessoas intersexuais.

Carpenter conta: “Ainda estamos lutando pela autonomia corporal e integridade genital, e isso simboliza o direito de ser quem e como queremos ser”.

9) ORGULHO LÉSBICO

Bandeira do orgulho lésbico

A bandeira do orgulho da comunidade de lésbicas, ou apenas a bandeira do orgulho de lésbicas, foi inspirada na bandeira do orgulho lésbico de batom (veja abaixo).

Esse design, introduzido nas mídias sociais em 2018, pegou as cores rosa e vermelho da bandeira anterior e adicionou tons de laranja para indicar não-conformidade de gênero.

EXTRA: ORGULHO LÉSBICO DE BATOM

Bandeira de orgulho lésbica de batom

A Bandeira do Orgulho Lésbico com Batom representa lésbicas com uma “expressão de gênero mais feminina”, de caracteres agradáveis aos olhos heteromasculinos.

Algumas pessoas apresentaram essa bandeira como uma bandeira alternativa para toda a comunidade lésbica. No entanto, outros rejeitaram essa ideia, argumentando que os tons de vermelho e rosa não representam as “mulheres butch”, que são as não tem a “verdadeira identidade de mulher”.

10) ORGULHO LÉSBICO DE LABRYS

Bandeira do orgulho de Labrys lésbica

Contando com um simbolismo que remonta à Grécia Antiga, esta é uma bandeira especial. No mito grego, as Amazonas eram uma tribo de mulheres guerreiras que viviam na Ásia Menor e elas estavam associadas ao machado labrys de duas cabeças, um símbolo das deusas Laphria, Artemis e Demeter.

Na década de 1970, feministas lésbicas adotaram o labrys junto com outro símbolo de lembrança histórica. Durante o Nazismo, assim como o povo judeu tinha a estrela de Davi amarela e os homens gays o triângulo rosa, o triângulo preto foi usado para identificar lésbicas e bis “antissociais”.

A bandeira foi criada em 1999 pelo designer gráfico Sean Campbell. Nos últimos anos, houve algumas batalhas pela “propriedade” da bandeira de Labrys. Algumas TERFs (mulheres anti-trans) adotaram-no como seu símbolo. No entanto, outros reagiram insistindo que o uso pelas TERFs não significava que a comunidade deveria abandoná-lo. Portanto, continua sendo uma bandeira para todas.

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.