Por Andrei Teixeira

Dias 12 e 13 de março serão lembrados pelos dias em que os mercados mundiais derreteram: bolsas de valores, commodities e o Bitcoin, que teve uma queda brutal, passando de US$ 8K para menos de US$ 4K.

Felizmente, neste mesmo mês, vimos diversos países tomarem decisões regulatórias positivas sobre o mercado de cripto!

Supremo Tribunal da Índia suspende proibição bancária

4 de março: o Supremo Tribunal da Índia suspendeu a ordem do Banco Central em proibir bancos de fornecerem serviços bancários a pessoas e empresas que lidam com criptoativos.

Essa é uma grande vitória para a indústria de blockchain do país e, possivelmente, para os mercados globais de cripto, porque a Índia já tem uma alta de demanda por ouro e terá a maior população do mundo em poucos anos. Um baita potencial!

Bitcoin como moeda corrente na França

5 de março: o jornal francês Les Echos noticiou que o Tribunal de Commerce de Nanterre, um tribunal comercial local, determinou que Bitcoin é um ativo pareável a outras moedas fiduciárias. Passa, portanto, a ser mais uma moeda como o euro e o dólar (moedas correntes).

Isso permitirá que investidores usem mais cripto livremente, fornecendo mais liquidez ao Bitcoin. E havendo mais liquidez em um continente de mercado avançado, menor a volatilidade e maior o incentivo para a entrada de players mais conservadores.

Coreia do Sul diz “sim” para o “ouro digital”

5 de março: a Assembleia Nacional Sul-Coreana aprovou uma lei que obriga as corretoras a informarem ao governo todas transações realizadas dentro de suas plataformas. Dessa forma, fica legalizada a liberação ao comércio digital de criptoativos.

Isso será um problema apenas para corretoras menores, pois corretoras maiores já cumpriam à regra por meio de contratos de conformidade. Corretoras, fundos, empresas que fornecem serviços de carteira e ICOs terão até set/21 para entrarem em conformidade com a lei.

Conclusão

É importante apontar que o Bitcoin surgiu para ser uma moeda de uso livre. 

A ideia é que não haja interferência estatal quanto ao nível de moeda deveria ser impressa na Economia e também é tirar do Estado a chance de rastrear o uso do dinheiro de qualquer opositor (e/ou apoiador) do regime.

Mas para fazer com que mais pessoas conheçam o Bitcoin e como forma de torná-lo uma alternativa às moedas estatais, digamos que vamos “trocar” este aumento de visibilidade por um pouco de regulação estatal.

Quando amplamente aceito, será o momento de lutar contra a regulação. Mas isso já é outro rolê!

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