Da redação

1) Vila Adriana – Tivoli, Itália

Adriano é um dos imperadores mais conhecido de Roma e era gay ou bissexual (fontes divergem). O imperador construiu muralhas e levou o império à máxima extensão. Conhecido por ser um homem justo, cosmopolita com todos os povos, Adriano tinha um amante bem documentado, conhecido como Antinous, de uma região ao norte da Turquia.

Em 130 d.C., durante um passeio pelo rio Nilo, Antinous se atirou do barco e se afogou. Adriano, que estava presente, chorou abertamente e declarou que seus sacerdotes tornassem Antinous um deu, bem como construiu a cidade de Antinópolis em sua homenagem, hoje ruínas turísticas na atual Tivoli.

São esculturas, jardins e piscinas tão bem preservadas que conseguimos imaginar os dois aproveitando seu tempo em companhia um do outro.

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2) Templos de Khajuraho – Madhya Pradesh, India

Evidências históricas da vida gay foram frequentemente queimadas, destruídas ou censuradas pela História, mas na Índia, foi cravada em pedra para resistir ao tempo! XD

Construído há cerca de 1000 anos, são 85 templos que foram construídos espalhados por um complexo de 20 km2. E neles, estão registros de como a vida deveria ser levada, segundo o Hinduísmo, e não apenas em termos sexuais. As esculturas eróticas são apenas 10% do complexo arquitetônico e religioso, mas são as figuras que mais chamam a atenção, e com pessoas do mesmo gênero.

A importância de Khajuraho é a de simbolizar o re-encontro dos indianos com as minorias sexuais e lembrar que elas sempre tiveram sua parte na sociedade. Afinal, foi a colonização inglesa que imprimiu muitas regras contra a comunidade.

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3) Cidade de “Alexandria”, Egito

Um dos maiores enigmas da cidade de Alexandria é o desaparecimento da tumba do seu fundador legitimamente bissexual Alexandre, o Grande. Mesmo casado com mulheres, há vastros registros históricos das paixões masculinas do grande imperador.

Com sua morte, o imperador Ptolomeu moveu os restos mortais de Alexandre para a cidade egípicia e até hoje os arqueólogos estão em sua busca.

Alexandria é uma cidade cosmopolita, que recebe pessoas do mundo todo, mas é a única das 7 Maravilhas que criminaliza a homossexualidade. A escolhemos por seu passado brilhante e pela expectativa futura de maiores liberades ao Egito.

4) Ilha de “Lesbos” – Grécia

Lesbos foi o lar de uma das maiores poetisas da Grécia antiga, Sappho, que viveu em torno do 630 e 570 a.C.

Ao longo da História da Grécia, principalmente após essa civilização perder sua identidade por milênios, a imagem de Sappho foi colocada como a de uma mulher heterosexual (tentativa de manter sua reputação para cada povo que reprimir a diversidade sexual), mas especialistas de hoje entendem que era sim uma mulher lésbica, poetisa erótica, amante e amada das mulheres.

A cidade foi tomada pelo turismo comercial, mas muitos LGBT+s que visitam a Grécia passam pela atual Lesvos.

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5) Stonewall Inn – Nova Iorque, EUA

Stonewall Inn, localizado na Cristopher Street é um monumento e um local de visitação que representa a luta pelos modernos direitos LGBT+.

Mas o Stonewall Inn original não era gay e não ficava na Cristopher Street. E a primeira incursão policial não foi contra gays também. O estabelecimento original era um bar dos anos 1930 na mira da Lei Seca. Foi restaurante, padaria e muito mais até que se mudou de endereço e a Mafia passou a dar apoio financeiro, percebendo que o público gay dava lucro maior para diversas atividades, desde bar, boate, casa de sexo…

Apesar da proteção da mafia contra a polícia, esta já estava em choque contra o movimento liberal gay, que fazia parte de um movimento ainda maior de liberdade, que envolvia negros e mulheres em todos os EUA. O dia 28/jun/69 marca a maior rebelião entre cidadãos e policiais.

The Stonewall Inn as it looks today.

6)The Castro – San Francisco, EUA

The Castro é uma região da cidade que cresceu nos anos 1940 após militares não-héteros terem sido rejeitados pelo Exército americano durante a II Guerra. A comunidade que cresceu ali já era bem ativa, mas o bairro acabou se tornando periférico com o crescimento da cidade.

Apesar desse movimento, o primeiro bar gay foi aberto em 1963 (o Missouri Mule) e, em 1967, chegaram vários hippies e andrógenos. Um grande momento para o local foi na década de 1970, quando o político abertamente gay Harvey Milk chegou à Califórnia e estabeleceu seu escritório de trabalho no bairro por ali. Porém, com a morte de um colega, Dan White, em 1978, Milk deixou a cidade.

Os anos 1980 foram marcados pelo avanço da AIDS o bairro passou a ter menos agito político. Mesmo assim, segue atraindo gays de todo o mundo.

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7) Memorial aos Homossexuais Mortos pelo Nazismo – Berlim, Alemanha

Nossa última parada repousa na trágica aventura do Nazismo e no prejuízo a milhares de mortes fora do “padrão ariano”.

Berlim era uma das cidades mais abertas da Europa nos anos 1920, mas com o falência da economia do pós-I Guerra e a fraqueza política contra extremistas, o Nazismo chegou ao poder. A intolerância era tanta que pequenos beijos em público eram motivo para campo de concentração.

Nas roupas dos homossexuais, era costurado um triângulo rosa para identificação e há registros de soldados alemães que pegavam forçavam lésbicas a para serem suas prostitutas como forma de “castigo”.

O homanagem aos homossexuais fica perto do principal memorial ao Holocausto. Numa das laterais da grande caixa de concreto tem um visor que mostra um filme de pessoas do mesmo sexo se beijando. Apesar do design polêmico, é um dos poucos memoriais que conhecemos pelo mundo.

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