Por Andrei Teixeira

As criptomoedas não morreram!

Ao longo de 2018, os preços pararam de subir, se estabilizaram e até deram um susto nos investidores de mais curto prazo quando o bitcoin, então valendo 6-K-dol, despencou pela metade em 3-K-dol, em novembro.

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Preço do Bitcoin em dólares, desde 2013 (Foto: Divulgação)

Após estabilização e o entendimento de que o valor de US$ 3K era uma grande oportunidade, o movimento de compra foi despertado, bateu em US$ 13K dois meses depois e colocou a palavra “bitcoin” novamente na mídia.

De fato, no final de 2017, foram criados os primeiros contratos futuros de bitcoin, o que gerou um ânimo gigantesco. Era a primeira vez que esse ativo estava sendo negociado em bolsa de valores. Era uma bolha, como toda bolha que existe em torno de qualquer ativo econômico e financeiro.

Curiosamente, o preço do bitcoin tem passado por sucessivas bolhas e a cada estouro de bolha, ele se torna mais conhecido, ou seja, a demanda pelo ativo aumenta e isso acarreta aumentos cada vez maiores de preço!

Motivos estruturais para o rally

Três motivos ajudam a entender porque o preço segue para cima:

  • Estoque limitado de moeda não permite que a moeda seja inflacionada;
  • Halving a cada 4 anos (redução do prêmio de mineração pela metade);
  • Espectativa de crise econômica mundial

Estoque limitado de moeda

O Bitcoin tem um estoque limitado de moedas: 21 milhões de unidades. Esse dado vem da programação da criptmoeda e não há como mudar isso.

Logo, se a oferta é fixa, o aumento da demanda faz o preço aumentar.

Se pensamos que a cada bolha já gera um aumento da demanda pelas vias midiáticas, então agora temos um 2º vetor de ascensão de preços.

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Como não podemos criar cada vez mais moedas, então ela não perde valor. O bitcoin não pode ser inflacionado, ou seja, ele passa por um processo de DEFLAÇÃO (Imagem: Divulgação)

Halving a cada 4 anos

Outra coisa que vem da programação do bitcoin é que, a cada 4 anos, os prêmios de mineração caem pela metade, o chamado halving.

Se um minerador em 2016 recebia X bitcoin por ajudar a colocar mais moedas em circulação, em 2020 ele receberá X/2.

“O mercado sobe no boato e cai no fato”: ele já precifica o aumento da procura dos mineradores para aproveitar os últimos momentos de prêmio cheio meses antes do halving.

Portanto, este é um 3º vetor de alta.

O gráfico arco-íris mostra: quando próximo do azul, o mercado está frio [hora de comprar] e quando próximo do vermelho está aquecido [hora de vender]. Ainda estamos baixinho (Foto: Divulgação)
Este é o famoso gráfico arco-íris: os únicos halvings que já ocorreram foram o de mai/12 e mai/16. O próximo vem em mai/20 e sempre antes desse momento, observa-se um aumento de preços como explicado acima.

Expectativa de crise

O bitcoin nunca pegou uma crise financeira em nível mundial, pois ele surgiu em 2009 como um manifesto à crise de 2008.

Dos quase US$ 90 tri de dinheiro existente em dinheiro no mundo, US$ 70 tri estão no mercado financeiro. E este mercado financeiro está há muito tempo, beliscando a alta histórica:

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Caso não siga consiga superar a alta de maneira sustentável, então esse é um grande sinal para os investidores começarem a vender, porque enxergam que não há para onde crescer (Foto: Divulgação)

Em momentos de crise, investidores saem desse mercado procurando reservas de valor, como o outro e a prata, pois são ativos de estoque limitado e que não podem ser inflacionados.

Olha! O bitcoin também é um ativo igual ao ouro!

Então é só aguardar a próxima crise para a demanda por criptos explodir. Só depende de Trump se vai segurar a economia até a o momento da eleição, que se inicia depois de maio. Caso seja eleito, pode soltar as amarras.

Conclusão: O preço do bitcoin tende para o alto, mais e mais!!! $$$$$

 

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