Da Redação

Diversos artistas LGBTQ+, como as drag queens, podem boicotar o Eurovision Song Contest deste ano, que será em Tel Aviv, Israel, que é conhecida como um dos berços da cultura queer no mundo.  Em 2018, o evento de música aconteceu, pela primeira vez, em Portugal.

Mas, o a festa e a premiação chamada Globalvision, que será transmitida on-line ao mesmo tempo que a final da Eurovisão, pode ficar vazia, já que há uma parte do elenco no movimento Boicote, Desinvestimento, Sanções (BDS) contra Israel.

Em Israel, Tel Aviv pode ter seu Eurovision boicotado (Foto: Divulgação)

Vários grupos de toda a Europa pediram aos fãs do Eurovision que boicotem a disputa deste ano sobre o atual conflito israelo-palestino.

Entre os artistas que atuam como integrantes do Globalvision estão o artista pop homossexual palestino Bashar Murad, o artista palestino de arrasto Elias Wakeem e o artista londrino Ray Filar.

A Globalvision transmitirá performances de shows ao vivo de vários países, bem como vídeos de música.

“Globalvision é uma transmissão on-line única, combinando transmissões ao vivo de shows na noite do Eurovision 2019 com vídeos musicais e mensagens de artistas de todo o mundo”, afirmam os organizadores em um comunicado.

Eles disseram que a Globalvision será uma noite de “inclusão e diversidade” enquanto a transmissão vai ao ar para shows em Dublin, Haifa, Londres e Belém.

Boicote ganha força pelo mundo

A campanha para boicotar o Eurovision vem ganhando força à medida que o evento se aproxima.  No início deste mês, os organizadores anunciaram que Madonna foi contratada para tocar duas músicas no evento. Mais tarde, ela foi instada a boicotar pela Campanha Palestina pelo Boicote Acadêmico e Cultural de Israel, entre outros.

O grupo escreveu uma carta aberta à estrela pop na qual eles disseram que esperam que Madonna “não prejudique nossa luta por liberdade, justiça e igualdade”.

Diva pop Madonna deve participar do Eurovision 2019? (Foto: Divulgação)

Enquanto isso, militantes LGBTQ+ na Irlanda escreveram uma carta para a participante do Eurovision no país, Sarah McTernan, na semana passada, na qual pediram que ela deixasse de se apresentar em Tel Aviv.

A carta dizia que “lavagem rosa” é uma “tática de relações públicas usada por Israel que explora cinicamente o apoio ao povo LGBTQIA para branquear sua opressão ao povo palestino”.

 

 

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