Da Redação

É comum que pessoas com pressa para emagrecer busquem por dietas restritivas, sejam elas com baixos teores de gordura ou carboidrato, diminuição ou isenção de açúcar, jejum intermitente, entre outras. Mas se engana quem acha que esta é a solução!

Todo método extremo não fazer bem à saúde e, como consequência, podem produzir o famoso “efeito sanfona“.

De acordo com Marcela Tardioli, consultora em nutrição da Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (ABIMAPI) “restringir a dieta a um só tipo ou grupo de alimentos pode até levar à perda rápida de peso no primeiro momento, mas, por falta de nutrientes importantes, pode gerar sintomas como fraqueza, mal estar, alterações na pressão e hormonais”.

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O efeito rebote ocorre quando o metabolismo entre em “alerta”. Como ele não sabe quando será a próxima refeição, já estoca energia, o que ajuda a gerar ganho de peso (Imagem: Divulgação)

Pesquisa publicada no periódico americano New England Journal of Medicine, em 2017, comprovou que engordar e emagrecer com frequência aumenta o risco de problemas cardiovasculares. De acordo com o estudo, pessoas que entram no efeito sanfona com flutuação constante em mais de 4 kg têm uma incidência 120% maior de ataques do coração quando comparadas com aquela que mantêm o peso estável a vida toda.

Para Marcela, o jeito mais eficaz de não sofrer esta consequência é evitar a perda de massa magra e priorizar a perda de gordura conciliando a atividade física com uma alimentação balanceada, contemplando todos os grupos alimentares, na quantidade certa.

“Dormir bem também é fundamental, pois noites mal dormidas liberam pouca leptina, hormônico que regula a fome. Assim, a válvula de escape pode ser buscar combustível nos alimentos”, explica Marcela.

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