Da Redação

Alagoas não é apenas sua capital Maceió ou Maragogi, destino chamado por “Caribe brasileiro”, o estado tem seu Lado B muito frequentado e também sedento por novos turistas.

Com 50 mil habitantes, Delmiro Gouveia faz parte desse roteiro alternativo.

A cidade mais parece mais um refúgio de belezas naturais brasileiras e guarda consigo uma comunidade de artesãos em perfeita harmonia com a natureza e com a sua história, a qual coincide com a do cangaceiro Lampião.

Andar por Delmiro é caminhar sobre a história do Brasil, passando por suas construções barrocas – da época da colonização portuguesa –, conhecer as formações geológicas da região, e se encantar com a abundância de água do Velho Chico – como os locais chamam o Rio São Francisco, que percorre grande parte do estado.

Igreja de Água Branca, cidade vizinha a Delmiro Gouveia (Foto: Divulgação)

Um pouco de história

Antes chamada de Vila da Pedra, a cidade recebeu a primeira usina hidrelétrica do Nordeste em 1913, chamada de Angiquinho, e que foi implementada pelo empresário Delmiro Gouveia, incrustada em meio aos paredões do cânion do Rio São Francisco. Hoje desativada, a pequena usina é um marco em meio a uma paisagem surreal de belezas naturais.

A região oferece passeios que mostram os esconderijos e as trilhas percorridas por Lampião e seu bando, contando a história do cangaceiro mais famoso do Brasil. O tour passa pelos casarões invadidos e áreas de emboscadas. O museu regional de Delmiro Gouveia guarda itens da época e funciona na antiga estação ferroviária do município, local que recebeu a mensagem por telégrafo informando sobre a localização do grupo de Lampião e Maria Bonita para as volantes, grupos que perseguiam o cangaço e que assassinaram o casal e mais nove integrantes do bando.

A usina hidrelétrica de Xingó, com uma comporta aberta (Foto: Divulgação)

Outra possibilidade é conhecer os sítios arqueológicos da região, onde se vê as pinturas rupestres, também documentadas no Museu de Arqueologia do Xingó. “Nosso turismo mais forte é o de contemplação: a natureza, o pôr-do-sol e a caatinga, bioma exclusivamente brasileiro”, explica a secretária de turismo de Delmiro Gouveia, Patrícia Brasil.

Ecologia

Conhecer o Velho Chico de perto é uma das principais atrações ecológicas da região, que oferece passeios de catamarã pelo caminho do rio, que é um dos maiores do país, rodeado pelos paredões do Cânion conhecido como Xingó.

Além do passeio de catamarã que faz parada para banho em meio aos cânions, canoagem e stand up paddle são ótimas pedidas para se divertir em família. Para os mais radicais, os paredões possibilitam atividades como rapel, descida em escada suspensa e psicobloc, ou DWS (escalada esportiva na qual não usa qualquer tipo de equipamento de segurança, tendo apenas a água como medida de amortecimento de possíveis quedas).Quem quiser algo mais tranquilo, diversas trilhas margeiam o rio e possuem distâncias variáveis dependendo da preparação física do turista.

Passeios de barco são uma ótima opção para conhecer a região (Foto: Divulgação)

Clima

Apesar de estar no meio do Nordeste brasileiro, a cidade não possui um clima anual muito quente. A temperatura fica em torno de 23ºC, sendo outubro o mês mais seco, e maio o mais chuvoso, com pancadas rápidas durante o dia.

O Nordeste esconde paisagens de tirar o fôlego (Foto: Divulgação)

Hospedagem

Em meio às pousadas locais, a cidade de Delmiro Gouveia conta com a grande infraestrutura do Bristol Aline, com acomodações confortáveis, serviço de quarto, wi-fi, restaurante, piscina, estacionamento, sala de eventos, salão de jogos, academia e sauna.  Saiba mais pelo site da Bristol.

O Bristol Aline possui opções de lazer para refrescar (Foto: Divulgação)

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