Por Andrei Teixeira

Ainda vamos ter saudade dos bancos, que nos emprestavam dinheiro apenas pelo custo de um pouco a mais, os juros.

Digo isso porque nos últimos anos vimos uma série de escândalos envolvendo empresas de tecnologia, como o Facebook e o Google, dentre outras armazenadoras de bancos de dados associadas às gigantes.

O rumo do planeta se passa pela tecnologia e isso é inevitável. Ainda que gigantes como o Facebook perca muito valor de mercado em alguns dias devido a alguns escândalos X ou Y, é certo que outras empresas do ramo aprender a não cair na armadilha de se exporem em relação à privacidade dos seus usuário.

E empresas que já chegam à casa do trilhão de dólares em valores de mercado [como Apple e Amazon] dificilmente serão taxadas da maneira que o governo e a sociedade gostariam, pois possuem um lobby muito forte dentro de seus países.

Por isso, a força política e econômica que as empresas de tecnologia já exercem tende a aumentar. E num mundo onde a tecnologia monitora cada vez mais os nossos hábitos, é certo que podemos estar nos enrascando com um novo tipo de autoridade: a tecnoautoridade, que pode prender os indivíduos de uma maneira que os bancos faziam com os juros [pagamento de juros = redução de liberdade econômica].

Ainda não sabemos o modo como a tecnoautoridade se fará presente, mas é uma escolha que a sociedade toma por receber os benefícios e as facilidades de um mundo mais tecnológico. Querendo ou não, é um mundo que diminui distâncias de comunicação, agiliza os transportes, barateia todo tipo de processo produtivo e nos ajuda a criar bancos de dados e análises de nossos comportamentos, como por exemplo, um histórico de gastos de cartão de crédito.

No futuro, teremos análises de dados de cada variável de saúde de nosso corpo humano… O valor de carbono que respiramos… Atualmente, já há apps que mostram o tamanho do ruído ao nosso redor, a umidade do ar, a quantidade de passos dados numa caminhada, a frequência cardíaca… Enfim, muita informação que antes nós mesmos não sabíamos.

É tomarmos cuidado e estarmos atentos para que o poder das empresas de tecnologia não reduzam a liberdade de ação das pessoas. Por exemplo, e-commerces tendem a querer apenas os melhores vendedores do site, que são os que conseguem vender produtos originais e oferecer benefícios a compradores, mas apenas quem tem grande capital não cai em produtos falsificados, por exemplo, excluindo uma parte de vendedores de baixo capital.

Redes sociais vão coletando cada preferência que temos em relação ao mundo e o Google também, a cada vez que iniciamos um aplicativo conectando-o a uma dessas redes. É uma escolha racional que cada um de nós faz para não ficar guardando N senhas diferentes, né…

Choices sociais e choices da gente mesmo!

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