Da Redação

A Parada do Orgulho LGBT 2018 de Belo Horizonte (MG) reuniu cerca de 150 mil pessoas na capital mineira. Como em anos anteriores, a Parada LGBT de BH, que aconteceu no dia 8 de julho, foi também um momento para fazer uma pesquisa para saber qual o perfil do público.

A pesquisa foi realizada por meio do Observatório do Turismo e em correalização com o Núcleo Jurídico de Diversidade Sexual e de Gênero – Diverso UFMG e CELLOS MG.

A análise é traçar o perfil do público, hábitos dos turistas e avaliação geral do evento, tanto para a melhoria das próximas edições, quanto para a elaboração de políticas públicas voltadas ao público LGBT. Durante a edição de 2018, que teve como tema “Mais Democracia e Mais Direitos Humanos: Esse é o Brasil que queremos para as LGBT”, foram realizadas 432 entrevistas.

Por meio delas, foi verificado que o gasto médio no evento foi de R$46,90, o que resulta numa movimentação financeira estimada em R$7 milhões. \o/\o/\o/

Perfil geral dos participantes

Um dos objetivos da pesquisa é identificar qual o perfil dos participantes da Parada do Orgulho LGBT de Belo Horizonte. Dentre os entrevistados em 2018, 83,6% afirmaram ser cisgênero, sendo que 53,1% se identificam com o gênero masculino e 46,4% com o feminino.

No que diz respeito à orientação sexual, 40,3% afirmaram ser gays, 21,3% bissexuais, 18,3% lésbicas e 13,7% heterossexuais.

Em relação aos hábitos religiosos, 26,2% responderam não possuir religião e 62,5% possuirem católicos na família.

Turistas

Na pesquisa também foi estimado que 58,3% dos participantes da parada de 2018 é morador de BH, 24,5% vieram da Região Metropolitana e 17,2% do interior de Minas e outros estados. Desses últimos, 40% pernoitaram na capital.

O ônibus rodoviário foi o principal transporte, utilizado por 41,3% dos que responderam às perguntas.

O evento

O palco principal da festa da diversidade foi a Praça da Estação, onde atividades artísticas de drag queens, músicos e grupos de dança voluntários foram realizadas até a saída da marcha, guiada por trios elétricos pela avenida Amazonas até a Praça Raul Soares.

Com relação especificamente ao evento, 79,2% dos entrevistados disseram que as expectativas foram superadas ou atendidas plenamente. 55,3% já haviam participado da manifestação em outra edição e 95,6% pretendem retornar no próximo ano.

Sobre o motivo de participação na parada, 63,3% disseram que ocorreu em apoio à causa LGBT. Com relação às necessidades urgentes, 35,4% apontaram a necessidade de mais reconhecimento e ou visibilidade, seguido de promoção de segurança por 18,8%.

Por fim, 85,6% sentem-se totalmente ou parcialmente representados pela Parada do Orgulho LGBT de Belo Horizonte.

Fortalecimento

As ações e políticas para o público LGBT no Município têm sido fortalecidas de forma gradativa e sistemática desde 2017. Além da criação da Diretoria de Políticas para a População LGBT, que está vinculada à Secretaria Municipal de Assistência Social, Segurança Alimentar e Cidadania (SMASAC), o Centro de Referência da População LGBT foi reestruturado, o que possibilitou um aumento de 201% no número de atendimentos realizados em comparação ao primeiro semestre de 2017.

Outro importante avanço foi a criação de um grupo de trabalho para a implantação do campo nome social nos registros e atendimentos de todos os serviços da administração direta e indireta do município.

A Lei 8.176/01, que prevê penalidades para empresas e agentes públicos que praticarem discriminação contra a população LGBT, foi aplicada pela primeira vez no Município. Paralelo a isso, em 2017 foram realizadas capacitações para 1.097 agentes públicos, com foco no atendimento humanizado das pessoas LGBT.

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.