Por Andrei Teixeira

Após estudar tanto sobre economia e ter me formado neste curso tão incrível, já está claro pra mim que a Economia Colaborativa é um sintoma de uma economia que está fraca e debilitada para gerar novos empregos e renda para as pessoas.

Ela está cheio de magia e idealismo no sentido de que, junto com a tecnologia consegue proporcionar experiências para comprador ou vendedor economizem um pouco mais, para o fato de que ela é capaz (por meio de custo transparente) acabar com monopólios e lucros exorbitantes e para a questão social que aproxima as pessoas para dividir mais espaços entre si.

Essa parte é realmente bacana e bem-vinda nessa nova onda que está ficando imperceptível porque está fazendo cada vez mais parte de nossas vidas: carros/bicicletas/corridas compartilhadas, troca de informações sobre os lugares dentro do Google, cafés colaborativos, etc…

Colaboração como solução para o desenvolvimento

Quando a economia tradicional não consegue criar novos produtos (e é necessário trazer de fora) e quando indústrias quebram por conta da concorrência asiática, empregos de qualidade desaparecem. Por emprego de qualidade, digo aquele que pega rocha bruta para criar uma geladeira e um fogão, ou seja, existe uma criação real de valor.

Quando empregos de qualidade desaparecem, remunerações boas desaparecem e as pessoas começam a viver muito mais do comércio e dos serviços, que são atividades que agregam pouco valor. Seus salários caem. É como se o custo de vida aumentasse!

Por isso, compartilhar apartamentos como o Airbnb, não comprar um carro novo, comprar bicicletas que são mais baratas, fazer cursos usando o conhecimento da Internet ou qualquer outra atividade que seja mais atraente do ponto de vista financeiro começa a ganhar destaque entre as pessoas.

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Imagem ilustra resultado de pesquisa norte-americana que compara o aumento do custo de vida em 40 anos; ou seja, não é apenas percepção (Imagem: Divulgação)

Quando uma sociedade inteira empobrece, então a tecnologia consegue fazem com que a gente se agarre a novidades que nos ajudam a driblar as dificuldades financeiras.

E quando acontece o que houve no Brasil (uma crise aguda que elevou a taxa de juros), então pagar uma dívida ou tomar uma nova acabam com qualquer economia de uma vida inteira. É empobrecimento à vista ou economia colaborativa para ajudar a economizar com o dia a dia.

Os 3 “es” do século XXI

Café colaborativo no Rio e em Sampa

Caso o país não seja capaz de levar a cabo uma política que valoriza as capacidades de geração de $$$ para o país, então o país não conseguirá competir com o estrangeiro e fica à mercê de qualquer ferramente que proporcione uma redução menor do bem-estar. A tecnologia está aí pra ajudar, ao menos… Ou será uma emboscada de gerações???

É como conta Jeremy Rifkin em “Sociedade do Custo Marginal Zero”: a chegada da sociedade compartilhada simboliza o eclipse do Capitalismo que conhecemos, gerados de renda e riqueza para todos. Ou então, em outras palavras, é quando o bolo para de crescer e agora começa a divisão, mas que de jeito dividir e quanto cabe a cada um???

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