Por Andrei Teixeira

Esta semana, o Banco Central baixou uma vez mais a taxa de juros da economia. A taxa básica, que é referência para outras aqui no Brasil.

Ela passou de 8,25% para 7,5% a.a.

Para ter uma ideia, antes da mudança, se você tomasse R$20.000 emprestado para pagar em 2 anos, ia devolver R$23.440

Agora, devolve R$23.110

Em comparação ao auge da crise, quando a taxa era de 14,25%, seria para devolver muito mais: R$26.100

Copom reduz a taxa Selic para 7,5% ao ano, corte de 0,75 ponto percentual (Foto: Arte/G1)
Evolução da taxa de juros no Brasil: patamar está perto da mínima histórica de 7,25% de 2012 e no ritmo atual, a queda persiste, ainda que de maneira mais suave (Foto: Divulgação)

Essa evolução é muito importante porque coloca o Brasil numa situação menos constrangedora. Com jutos altos como aqueles, ninguém tem interesse em investir, porque vale a pena aplicar em algo que rende pelo menos 15% sem precisar fazer esforço nenhum.

Além disso, o cartão de crédito fica mais caro e não estimula o consumo, e nem a produção dos bens pra consumo. Resultado: a economia encolhe. Isso quer dizer que o nível da taxa Selic é importante pra economia reagir meses depois, e já está reagindo, imagina em 2018!!! =D

Agora, mais uma boa notícia: com a redução de juros promovida pelo Copom nesta quarta-feira, o Brasil permaneceu no terceiro lugar no ranking mundial de juros reais (calculados com abatimento da inflação prevista para os próximos 12 meses), compilado pelo MoneYou e pela Infinity Asset Management.

Com os juros básicos em 7,5% ao ano, a taxa real do Brasil soma 2,89% ao ano, atrás da Turquia e da Rússia, com juros reais de 4,61% ao ano e de 4,10% ao ano, respectivamente.

Nas 40 economias pesquisadas, a taxa média está negativa em 0,2% ao ano. Essa situação é muito ruim para esses países, porque juros negativos também não é uma situação de normalidade na economia.

O Brasil está distante dessa realidade por diversos motivos estruturais e culturais do nosso país, que conseguem manter uma taxa de juros mais elevado.

Isso é ruim em momentos de crise (quando ela sobe muito mais do que deveria), mas é uma fonte de atração de $$$ de fora quando o mundo não está lá essas coisas. Não é à toa que o Ibovespa bate recorde atrás de recorde, mas isso é assunto pra outra né!?

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