A economia colaborativa avança na América Latina como um modelo alternativo de consumo. Empresas sobretudo ligadas ao transporte, hospedagem e turismo têm ganhado muito espaço no Brasil e no México.

Na Argentina um pouco menos por conta da crise econômica vivida nos últimos anos que dificultou a entrada pra valer de empresas como Uber, Airbnb, BlablaCar e Casa América.

O modelo colaborativo se baseia em acesso a Internet e gestão de serviços. Na América Latina como um todo, número de usuários com conexão em rede passou de 20,7% em 2006 para 46,7% em 2013.

Segundo o primeiro estudo sobre o setor, divulgado ano passado em Madri, o Brasil é o líder na região. 24% dos serviços de transporte são realizados por plataformas colaborativas e 18% dos serviços de turismo são feitas por meio das novas redes.

Já no México, 45% dos serviços de transporte são realizados por aplicativos que constituem carona, táxis alternativos ou ônibus no tempo certo.

“O que nos ensina o modelo de economia colaborativa é que os usuários estão dispostos a fazer coisas de uma maneira diferente”, assinalou Ricardo Pérez Garrido, professor do IE Business School, que fez parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento para realizar a pesquisa “Economia Colaborativa na América Latina”.

A economia colaborativa caminha a passos largos e vai continuar cada vez mais presente quanto mais as condições de trabalho continuarem precárias e maiores forem as dificuldades de ascensão social por meio do trabalho. Até porque, elas oferecem produtos e serviços por preços muito mais baratos e com a filosofia da troca comercial justa, o que ajuda a chamar atenção das pessoas para novas formas de fazer economia.

 

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