Por Andrei Teixeira

Parece que desde que a crise econômica começou nos EUA, o Brasil e o mundo não param de viver crises. Essa pode ser uma impressão muito comum, mas faz parte de uma lógica de pensamento que muitas vezes nem nos damos conta.

Em 2013, em meio a uma euforia que parecia a saída da crise, Thomaz Pikkety retomou algumas ideias antigas de Marx sobre acumulação de capital e a tendência do sistema capitalista à concentração de renda e riqueza ao longo do tempo.

Partindo de ideias a partir da crise de 2008, “Tio Bernard – Uma Antilição de Economia” é um filme realizado a partir de uma fascinante entrevista com Bernard Maris, economista francês de ideias pouco ortodoxas, também conhecido como Tio Bernard, morto no atentado ao jornal semanário Charlie Hebdo, em janeiro de 2015.

Nesse verdadeiro “desaprendizado” de economia, Maris desmistifica a abordagem econômica do capital e da grande mídia a partir de um discurso dissidente, afiado e atravessado.

De forma bastante livre, ele desconstrói de maneira contundente os dogmas alardeados por uma certa “ciência econômica”. Erudito e eloquente, porém dono de uma capacidade de traduzir para um discurso fácil e cativante os assuntos mais áridos, Tio Bernard desdobra ao longo deste documentário um pensamento corajoso em sua originalidade que se revela ainda mais valioso nestes tempos de austeridade econômica.

Após ter passado por Belo Horizonte e Porto Alegre, “Tio Bernard – Uma Antilição de Economia” reestreia em São Paulo e faz uma crítica o status quo da economia mundial e nos faz entender como a intransigência do pensamento neoliberal está levando o mundo a uma grave crise.

As sessões acontecerão todos os dias exceto na terça-feira (24), no Cine Segall, que fica na Rua Berta, 111 – Vila Mariana.

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