Constantemente se ouve falar nos perigos da dívida pública, mas ela não o pior dos obstáculos da Economia brasileira. Entenda como o Claro e Criativo chega a essa conclusão

Por Andrei Teixeira

Educação é a principal arma de combate aos excessos das opiniões enviesadas. A ideia de que a dívida pública federal está torando-se insustentável na verdade não se sustenta e a maioria dos discursos que enfatizam essa ideia vem de pessoas que não possuem formação econômica.

Eu, autor deste texto, estudo Economia e realizo meu TCC justamente na dívida pública. Tenho plena consciência em dizer que as pessoas não devem olhar apenas para a relação dívida/PIB como uma medida de sustentabilidade. O que é essa razão?

A razão dívida/PIB mostra o tamanho das dívidas do governo em relação ao total do PIB brasileiro, que é a quantidade total de riquezas que nosso país possui. Quando dizem que a razão pode bater 80% e até mesmo 90% do PIB nos próximos anos, isso significa que teríamos que vender quase o país inteiro para honrar com nossas despesas do passado.

 

 

Porém, existem outras estatísticas que são relevantes. A principal delas é o prazo de maturação da dívida, isto é, o tempo que se leva para pagá-la. Atualmente, o governo tem quase 5 anos para pagar toda a dívida e este valor já foi menos do que 3 anos em 2005. Isso quer dizer que a dívida/ano é uma medida mais confiável de desempenho da sustentabilidade.

Outras variáveis mais técnicas importam, como por exemplo, o tipo de título é colocado à venda para os investidores. No passado, havia muitos títulos que eram incertos quanto ao seu pagamento e hoje a capacidade de previsão do governo é muito maior com os chamados títulos prefixados. Para se ter uma ideia, em 2002, mais de 70% dos títulos tinham pagamento incerto e, hoje em dia, apenas 30%.

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Mais um detalhe para indicar a maior sustentabilidade da dívida: existem muito mais pessoas que possuem papeis, principalmente estrangeiros, seguradoras, a previdência e o próprio governo. Até 2007 (super-recente), 70% da dívida estava nas mãos de fundos de investimento e agências financeiras.

Hoje, elas respondem por apenas 40%, o que indica uma redução da responsabilidade desses agentes e um menor risco à economia do país. Se essas agências quebrassem de uma hora para a outra (como aconteceu em 2008 com Leman Brother, Fraddie Mac e Fannie Mae), então bem mais da metade da dívida estaria comprometida.

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O Lehman Brothers agora é conhecido como Neuberger Investment Management, pois detém 49% das ações do novo grupo financeiro (Foto: Divulgação)

Assim quanto você ouvir alguém dizendo sobre o tamanho da dívida, lembre-se de que existem muito mais coisa por trás. Qualquer dúvida, meu contato segue na página da equipe do site. 😉

Encerro dizendo que o principal problema da economia brasileira é a produtividade dos trabalhadores. O brasileiro é muito pouco produtivo, mas a argumentação disso é assunto para os próximos artigos. =)

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