Primeiro-ministro deixa o cargo, mas Reino Unido se matem como “chefe” da  Organização do Tratado do Atlântico Norte

Da Redação

Mesmo com algumas pesquisas apontando para permanência do Reio Unido na União Europeia, os britânicos decidiram deixar o bloco político e econômico, que atualmente conta com 28 países. Agora, o processo passa pelo Parlamento.

O fim da participação acontece após a votação democrática nos 382 distritos do Reino Unido. Do total, 51,9% dos votos apurados demostram que a União Europeia não deve mais ficar no bloco. Com a notícia, os mercados financeiros mundiais ficaram estremecidos e atentos.

 

 

Logo pela manhã, madrugada no Brasil, as bolsas de valores da Ásia mostravam que a libra chegava ao seu menor valo em relação ao dólar em 31 anos. A cotação estava em US$ 1,32, queda de 11% em relação ao fechamento da quinta. As bolsas asiáticas também despencaram.

Com a vitória para saída da União Europeia, David Cameron (Partido Trabalhista), primeiro-ministro, também sinaliza a renúncia.

Isso dá força a novos nomes: são eles Boris Johnson (Partido Conservador), que já foi ex-prefeito de Londres durante as Olimpíadas de 2012; e Nigel Farage (Partido Ultranacionalista do RU), da extrema-direta.

boris e farage
À direita, Farage, o político escrachado e super racista. À esquerda, o ex-prefeito de Londres, Boris Johnson, o maior beneficiado desta decisão (Foto: Divulgação)

Outros perdedores desta decisão são os eleitores mais jovens, que, na sua maioria (63%), votou pela manutenção do país na União. Pessoas mais escolarizadas e os mais ricos também votaram pelo favor. Já o mais velhos, os menos escolarizados e os mais pobres votaram pela saída.

“O povo britânico decidiu deixar a União Europeia. Apesar de isso definir o próximo capítulo na sua relação com a UE, sei que a posição do Reino Unido na NATO permanecerá inalterada. O Reino Unido continuará a ser um aliado forte e empenhado na NATO e continuará a desempenhar o seu papel de liderança na nossa Aliança”, salientou Jens Stoltenberg, secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), em comunicado.

O responsável político da Organização considerou ainda que perante a “maior instabilidade e insegurança”, a aliança “é mais importante do que nunca enquanto plataforma para cooperação entre aliados europeus e entre a Europa e a América do Norte”.

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O presidente da França, Hollande, disse que o país tem um papel crucial já que ele é o país de maior peso para além da Alemanha. Ele também discursou fazendo oposição à Marine Le Pen, líder de oposição de extrema-direita que diz que os franceses deveriam realizar a mesma decisão que foi feito no Reino Unido.

Mariano Rajoy, disse que recebeu a notícia com muita tristeza. Matteo Renzi, disse que essa votação reflete a necessidade de fazer mudanças dentro da UE.

marine lepen
Marine Le Pen é uma figura relativamente carismática, representando uma força de extrema-direita forte na Europa. Ela já pede um referendo para ver se a França fica na UE (Foto: Divulgação)

Christian Care, da Áustria, acredita que não vai haver efeito dominó por lá, num tom oposto àquele que muitos países já pensavam em fazer.

O Papa Francisco também se manifestou e disse que isso reflete o vontade dos reuni-unidenses e que os líderes devem agora se mobilizar para fazer uma passagem tranquila. Finalmente, a ONU espera que a UR mantenha as parcerias, principalmente em relação a imigração.

Essa é a primeira vez que a Cláusula 50, de saída de um país, é ativada. Ela já foi várias vezes ameaçada, mas isso é novidade.

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