Por Andrei Teixeira e Vinicius Martins

Chegar até a cidade de Ouro Preto, em Minas Gerais, é muito fácil. De Belo Horizonte, capital do Estado, basta pegar um ônibus na rodoviária e após 1h30 de viagem chegamos a antiga Vila Rica, a cidade dos inconfidentes.  A viação Pássaro Verde é a única que faz o trajeto entre as cidades.

Ao desembarcar no município sabia que teria que enfrentar alguns morros. Porém, não imaginava que eram tantas subidas e descidas em ruas feitas de pedra sabão. De fato, escorreguei diversas vezes, mas não cai em nenhum momento. Apesar do material, os paralelepípedos estão colocados com os picos da pedra para fora, o que facilita as escaladas.

Apesar desse fato, Ouro Preto é um museu a céu aberto. Há igrejas monumentais por todos os lados e não apenas do centro da cidade, o que joga a favor do turismo. Além da famosa Igreja de São Francisco de Assis e da Basílica de Nossa Senhora do Pilar, que são belíssimas por fora e por dentro, os turistas podem visitar o Museu da Inconfidência e a feira de artesanato de pedra-sabão.

A Praça Tiradentes, coração da cidade e local onde a cabeça do inconfidente foi colocada à mostra, é um excelente ponto de descanso para quem quiser continuar a caminhada. Lojas comerciais comuns e restaurantes populares se misturam com lojas de artesanato e comida típica. O Restaurante Tiradentes é uma excelente opção para quem quer provar das delícias mineiras a um preço muito acessível.

O Museu da Inconfidência é um museu histórico e artístico que ocupa a antiga Casa de Câmara, a Cadeia de Vila Rica e mais quatro prédios auxiliares. Atualmente, o museu é dedicado à preservação da memória da Inconfidência Mineira (1789) oferece um rico painel da sociedade e cultura mineiras no período do ciclo do ouro e dos diamantes no século XVIII, incluindo obras de Manuel da Costa Ataíde e Aleijadinho.

Situada em um bairro não central, no Largo do Rosário, a Igreja N. S. do Rosário dos Pretos é ponto obrigatório de passagem. Ela é uma das únicas igrejas gratuitas e traz muita história em suas pedrarias e santos. Segundo um padre responsável pela igreja, ela foi “erguida para os negros e pelos negros”. Mesmo sem os luxos que as “igrejas brancas” possuem, a N. S. do Rosário dos Pretos possui identidade própria. A fachada foi feita em forma de elipse e as imagens são representadas com pele negra.

Para quem ficar mais de três dias na cidade, a Maria Fumaça que vai para Mariana é uma opção para conhecer outra cidade histórica que pertencente à Estrada Real. Crianças de 6 a 12 anos, idosos e estudantes pagam meia-entrada. Mais informações sobre esta opção em: http://www.turismoouropreto.com/maria-fumaca.

Pampulha é inspiração

Durante nossa estada em Ouro Preto, a equipe do Claro e Criativo ficou hospedada no Chico Preto Hostel, localizado na Rua Padre Faria, 204, em uma rua vai direto para a Praça Tiradentes. Bem modesto e com um jeito bem família, o hostel tem tudo para receber os turistas. Ele é indicado para quem viaja sozinho, mas também pode receber grupos, que podem fechar um quarto com quatro camas (duas beliches). O café da manhã tem um jeitinho bem mineiro, com café com leite, pão e frutas.

Ouro Preto é uma cidade cheia de pontos para conhecer, não importa se eles são igrejas, restaurantes populares, exposições, as diversas vistas entre morros ou mesmo a vida nas partes mais distantes do centro. É uma cidade acolhedora.

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