Refinarias de petróle devem movimentar a economia no Nordeste (Foto: Divulgação)

Da Redação

As praias exuberantes e o clima tropical do Nordeste brasileiro não leva apenas turistas para as cidades da região, que é conhecida também pelas fortes secas. Enquanto o Produto Interno Bruto (PIB) de todo o país cresceu 0,1% em 2014, o Nordeste ganhou destaque por ter registrado uma elevação de 3,7%. O resultado, calculado pelo Índice de Atividade Econômica Regional do Banco Central (IBCR), foi influenciado principalmente pelos setor de serviços e pelo varejo.

Economicamente forte, os destinos nordestinos andam sendo o novo foco de empresários de diferentes segmentos como, por exemplo, a aviação civil. Despois da fusão das companhias aéreas Tam e a chilena Lan, o Grupo Latam pretende investir no Nordeste. Mesmo com o setor não passando por um bom momento, pois as viagens diminuíram, o grupo fez uma disputa para a conquista do hub – centro de voos domésticos e internacionais – no Nordeste. No entanto, foi anunciado em novembro passado o adiamento do Estado vencedor da competição. Participam Ceará, Pernambuco e Rio Grande do Norte.

Por que o Sudeste deveria apoiar o desenvolvimento do Nor(dest)te?

Obras no porto de Suape (PE), um dos polos do Nordeste que mais recebem investimentos
Obras no porto de Suape (PE), um dos polos do Nordeste que mais recebem investimentos (Foto: Divulgação)

A infraestrutura aeroportuária, segundo a Latam, é um dos três fatores de decisão estabelecidos. Os demais são a experiência do cliente e a competitividade em custos. Ainda segundo o grupo, os aeroportos das três capitais envolvidas no processo estão discutindo adaptações técnicas para sediar o hub. “O hub é um investimento estratégico muito importante, que tem que acontecer. Pode começar um pouco mais lento, mas precisa começar, até para aprendermos a operar na região”, concluiu Claudia Sender, presidente do Grupo Latam.

A Latam acrescenta que o encaminhamento das discussões dependerá de um conjunto de avaliações, que envolverá várias esferas governamentais e concessionários, para o aprofundamento dos requisitos que foram apresentados nos estudos técnicos realizados pelas consultorias Arup e Oxford Economics para a implementação de um hub no Nordeste.

“Assegurar a eficiência da infraestrutura aeroportuária, atrelada à experiência do cliente e à competitividade em custos é essencial para o projeto. Esses critérios precisam estar muito bem definidos e neste momento o cenário não oferece ainda as condições necessárias para esta tomada de decisão. Continuaremos a avaliar todos os requisitos essenciais da infraestrutura aeroportuária e da competitividade de custos”, comenta Claudia Sender, presidente da TAM.

Investir no turismo

Após um bom ano em 2015, o próximo ano deverá ser de mais investimento para o turismo.  As empresas do setor terão disponíveis R$ 1,16 bilhão para financiar projetos de expansão, construção, reforma, modernização e aquisição de bens e serviços. A programação de 2016 dos fundos constitucionais (FCO, FNE e FNO) é quase três vezes maior que os R$ 412 milhões emprestados de janeiro a outubro de 2015.

O montante disponível tem por objetivo estimular o desenvolvimento regional por meio de empreendimentos turísticos nas regiões Centro-Oeste, Nordeste e Norte é 30,6% maior que o disponibilizado em 2015 após a reprogramação, totalizando R$ 888 milhões. As linhas de crédito especiais são fomentadas pela articulação do Ministério do Turismo, por meio do Departamento de Financiamento e Promoção de Investimentos no Turismo – DFPIT, com o Ministério da Integração, SUDECO, SUDENE, SUDAM, Banco do Brasil, Banco do Nordeste e Banco da Amazônia.

Fusão foi uma das maiores do setor (Foto: Divulgação)
Fusão foi uma das maiores do setor (Foto: Divulgação)

“Podemos afirmar com tranquilidade que há dinheiro com taxas de juros especiais e prazos estendidos para projetos bem elaborados”, afirmou o Secretário Nacional de Programas de Desenvolvimento do Turismo, Neusvaldo Ferreira Lima. Os fundos constitucionais cobram juros a partir de 12% ao ano e o prazo de financiamento chega a 20 anos.

O turismo do Nordeste deverá ser contemplado com a maior fatia dos recursos: R$ 700 milhões disponíveis no Banco do Nordeste.  Os empreendimentos do Centro-Oeste contarão com R$ 317 milhões em linhas operadas pelo Banco do Brasil, enquanto, no Norte, serão R$ 150 milhões no Banco da Amazônia.

Por que o Sudeste deveria apoiar o desenvolvimento do Nor(dest)te?

O valor resulta dos Fundos Constitucionais de Financiamento, que incluem parte da arrecadação do Imposto de Renda (IR) e do Imposto sobre Produto Industrializado (IPI). Os fundos fomentam o setor privado e seus recursos podem ser aplicados em qualquer segmento do setor, como meios de hospedagem, parques temáticos, eventos, transporte e agências de turismo.

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Emprego em alta

Teresina se destacou mais uma vez na pesquisa realizada pelo Cadastro Geral de Empregos (Caged) como a primeira capital no Nordeste na geração de emprego e a terceira no Brasil no ano de 2015.

Segundo os dados do Caged para o acumulado de janeiro a novembro de 2015 os setores de atividade econômica que mais contribuíram para este resultado na capital foram os de serviços, com 5.928 postos de trabalho, sendo 4.253 postos gerados através das empresas de Call Center, representando 70% dos empregos do setor de serviços, seguido pela atividade de serviços de utilidade pública.

Teresina também ficou na terceira colocação entre as capitais do Brasil na geração de emprego neste mesmo período, abaixo apenas de Boa Vista (RR) e Palmas (TO). No Nordeste, Teresina (PI) está na primeira colocação, seguida de Maceió (AL) e Aracaju (SE).

De acordo com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo da prefeitura de Teresina (Semdec) foram 12 mil empregos gerados desde o ano de 2013. A meta é alcançar 18 mil postos de trabalho até o final de 2016.

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