Da redação, por Renato Lopes

Se eu fosse tão lindo quanto minha mãe acha que eu sou, fosse tão rico quanto meus amigos acham, e valesse tanto para o mercado quanto acho que valho, todos os problemas estavam resolvidos.

Veja que no parágrafo acima utilizo várias vezes o verbo achar, onde há ideia de algo que imagino que seja, mas na verdade não tenho certeza de nada.

Dentro do mercado de trabalho, a utilização desse verbo adicionada muitas vezes sem conhecer o que passa com a realidade da empresa e do país é sinônimo de desastre, fazendo parecer que a pessoa vive em uma espécie de castelo de areia ou ilha da fantasia, onde só ela habita.

Mesmo em tempos de economia difícil e desemprego, existem vagas abertas, mas também há candidatos buscando valores não praticados pelo mercado ou que não se encaixam no seu conhecimento ou bagagem adquirida, havendo assim uma discrepância significativa.

Sei que alguns vão dizer “Mas há vagas que pedem muito conhecimento por pouco…”. Pois então, bem-vindos ao mercado real e ao estado atual, onde ser multidisciplinar faz diferença e o ato de assoviar, chupar cana e dançar tango faz com que se encaixe no quesito mais com mais.

Isso mesmo, não é mais com menos, é fazer mais para ganhar mais conhecimento e fazer mais para ganhar mais financeiramente. Porém, por ser uma construção, estamos aqui falando de metas em longo prazo.

Cuidados!

Cuidado com a prepotência e o engano de acreditar que só você pode e só você consegue.

Ninguém é insubstituível e no mundo corporativo as pessoas são sim substituíveis. A técnica se aprende e as habilidades se desenvolvem igualmente para todos, uns para mais outros para menos, mas sim se desenvolvem.

Por isso, pé no chão sempre, seja para a vida pessoal ou profissional. O benchmark dentro do mundo profissional e a auto-observação fazem com que o enriquecimento seja maior. A resposta para o fato “Por que você em uma função ganha X e o outro na mesma função ganha X+Y” deve ser baseada em fatos e argumentos contundentes.

Na maioria das vezes, a pessoa busca dentro da própria empresa ou no mercado ganhar X+Y sem fazer uma prévia análise. E essa análise deve conter os seguintes aspectos:

  • Tenho o mesmo conhecimento técnico e acadêmico de tal pessoa?
  • Quanto tempo de empresa essa pessoa tem?
  • Quais foram as minhas entregas e conquistas nessa empresa?
  • Como está a minha remuneração em relação ao mercado?
  • Quais os tipos de profissionais que buscam uma vaga como a minha?

PROCURE RESPONDER PARA SI MESMO ESSAS PERGUNTAS 😀

Pesquise, busque e se oriente para esses questionamentos, para ter o pé no chão diante do mercado. Mas não se esqueça de que a primeira coisa é parar de pronunciar o verbo achar. Trabalhe com fatos e estatísticas para o seu argumento. Assim, a base de propostas e anseios será em outro nível, o “achismo” não traz base para nenhum questionamento ou busca de melhoria.

 Seja humilde a ponto de saber quais seus erros e pontos que devem melhorar e, por favor, saia do clichê de perfeccionismo como ponto fraco. Comece sendo sincero com você mesmo para ser com os outros. Você verá como será muito mais leve [Foto: Divulgação]
Ganhar bem e estar bem posicionado no mercado é uma construção e não um achado. Por isso, quando esse momento chegar, você será capaz de saber quais características suas poderão contribuir para o mercado, sejam elas relacionadas a sua habilidade, criatividade, resiliência ou liderança.

Pé no chão e evolução sempre!

Renato Lopes é Gestor da área de TI e acredita que a humanização dessa área é a chave para conquistar equipes de alta performance e auto gerenciáveis. Palestrante e Professor Universitário, Renato busca compartilhar técnicas e soluções para formar times vencedores e entusiastas, buscando a qualidade de vida junto à satisfação do trabalho.

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