Da Redação

A festa de fim de ano em Copacabana, no Rio de Janeiro, é uma das mais famosas do mundo. Mas em 2020 ela não aconteceu e espantou os turistas da famosa praia brasileira.  

Com o cancelamento da queima de fogos e os bloqueios de acesso ao bairro para evitar aglomerações no atual período de pandemia, impuseram à rede hoteleira de Copacabana uma queda brutal na sua taxa de ocupação.

Um estudo realizado pela Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH-RJ) em conjunto com a Associação de Hotéis Rio chegou a dados alarmantes não só para o setor, mas também para a economia carioca. 

A taxa de quartos reservados para o réveillon caiu de 63% para 38% nas duas últimas semanas. Demais áreas da cidade registram uma queda menor, mas também significativa: de 58% para 53%.

Para José Domingo Bouzon, vice-presidente da Hotéis Rio, a forma como a prefeitura anunciou as medidas para combater a disseminação do novo coronavírus causou medo nos turistas que pretendiam visitar a cidade.

A cidade de Búzios, na Região dos Lagos, sofreu a maior baixa passou de 88,75% para 57% (Foto: Divulgação)

A situação só não é pior, segundo José Domingo Bouzon, porque muitas pessoas da região Metropolitana do Rio não desistiram de visitar outros pontos da cidade e, por isso, mantiveram as suas hospedagens agendadas.  

A pandemia também atingiu o setor hoteleiro do interior do estado, onde a taxa de reservas caiu de 81% para 69,5%. A cidade de Búzios, na Região dos Lagos, sofreu a maior baixa passou de 88,75% para 57%. Angra dos Reis, na Costa Verde, também registrou queda em suas reservas hoteleiras, passando de 92% para 87%, ainda assim é o destino mais procurado pelos turistas.

Se a princesinha do mar perdeu reservas, a Barra da Tijuca, na zona oeste, atraiu mais hóspedes. Em duas semanas, os hotéis do bairro registraram um aumento dos números de quartos reservados: de 52% para 67%. Tais indicadores, de acordo com a análise de José Domingo Bouzon, confirmam uma nova tendência que vem se consolidando nos últimos anos: a preferência por festas privadas, longe da badalação das areias de Copacabana, por parte dos brasileiros.

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