Da Redação

A drag queen Pabllo Vittar mostrou que veio para ficar mesmo. Ela acaba de lançar “Não Para Não”, o segundo CD da carreira.

Musa para uns e não para outros, Pabllo rebateu todos os preconceitos e se estabeleceu na mídia tradicional e na internet como a artista do momento e se prepara para não perder esse posto.

Em seu novo trabalho, a drag conta com a participação de diversos cantores, como Dilsinho, Ludmilla e Urias, entre outros.

“O disco foi pensado como uma noite comigo: tem música pra se acabar de dançar, música pra chorar pelo boy lixo, enfim, tá incrível”, promete a cantora.

Produzida, mais uma vez, pelo Brabo Music Team (BMT), mesmo time do primeiro álbum, a Pabllo de “Não Para Não” tem sua potência concentrada num disco que não vai além dos 27 minutos de duração. Nas suas dez faixas, o ouvinte/dançarino faz um caleidoscópico passeio pelo que há de mais internacional na música brasileira – e de mais brasileiro na música internacional – em híbridos fantásticos nascidos no laboratório BMT.

O álbum está disponível aqui

O disco começa em alta rotação com “Buzina”, definido pelo seu produtor musical, Rodrigo Gorky, como “o que seria o k-pop se fosse feito no Brasil”.

C

Primeiro single do disco, com um vídeo que rapidamente passou dos 40 milhões de views, “Problema Seu”, nada mais é do que um eletropagode baiano, lembrança da música que Pabllo ouvia na infância e adolescência no Nordeste. “Eu te avisei pra não ficar me esperando / eu não sou santa e a pista tá fervendo / pode vir quente que o DJ tá chamando / eu tô pegando quem quiser”, avisa ela. Já “Disk Me”, música que teve 23 arranjos diferentes, acabou virando um romântico r&b com bregão, no estilo das divas Marcia Felipe, Solange Almeida e Mylla Karvalho, ex-Companhia do Calypso. O tom da letra é indignação: “Que coragem você tem de me ligar às 4 da manhã pra me falar de amor… o que você tomou?”

Forró e PC Music se acasalam em “Não Vou Deitar”, outra das faixas em que Pabllo solta os cachorros (“eu não vou deixar você me controlar, não vou voltar!”). Numa vibe mais festeira e positiva (“vou degustar a vida como um copo de gin”), “Ouro” inaugura no disco a série de participações especiais: quem divide a música com Pabllo é sua melhor amiga, a multitalentosa Urias. “Trago Seu Amor de Volta”, por sua vez, tem dueto com Dilsinho, estrela do samba pop, numa espécie de axé anos 90, triste-alegre, em versão 2018: “trago seu amor de volta / não quero nada em troca / o que o destino uniu ninguém vai separar”. E em “Vai Embora”, mistura de trap com pagodão baiano feita a partir de uma base de Rafa Dias, do grupo baiano ÀTTØØXXÁ, quem dá o papo reto com Pabllo é Ludmilla: “Você perdeu o jogo / se prepara pra faxina / eu vou passar o rodo / e te limpar da minha vida.”

Um disco acelerado, urgente, pulsante e frenético, porque a música não pode parar.

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